sábado, 13 de novembro de 2021

Antilavajatismo: o cavalo de Troia de Lula e Bolsonaro no seio da 3ª Via!

A quem serve ou interessa o antilavajatismo(*)? Usemos apenas a lógica para respondê-lo: serve a quem se beneficia dele.

O seu principal beneficiário foi Lula: todas as suas condenações foram anuladas. Foi uma grande vitória do antilavajatismo, pois, se não foi, exatamente, a roubalheira protagonizada pelo PT que o levou às condenações e à cadeia?

O segundo beneficiário é Bolsonaro. Percebeu logo que, brevemente, ele se tornaria alvo da justiça se o aparato jurídico-legal para o combate à corrupção existente até a sua posse permanecesse íntegro; que a justiça recairia sobre os seus crimes, os dos seus aliados e os do seu clã. Utilizou o seu poder e a sua caneta para líquida-lo. E o fez com desfaçatez inaudita.


Esta bandeira, a do antilavajatismo, que Lula e Bolsonaro erguem o mais alto possível, é deles por mérito e legitimidade, e criada por eles para servi-los.

Antilavajatismo: o cavalo de Troia de Lula e Bolsonaro no seio da 3ª Via!

O antilavajatismo somente ajuda a criar o ambiente desejado por Bolsonaro e por Lula para fortalecer a possibilidade de um segundo turno em 2022 sem a presença de pelo menos um candidato da 3ª via.

Mas o antimorismo é o filho dileto do antilavajatismo. É o cavalo de Tróia do inimigo, pois, infelizmente, induz a alguns apoiadores da 3ª Via a cometerem pelo menos três erros graves: (1) de não reconhecer a Moro como um democrata; (2) de não reconhecer que ele faça parte da 3ª Via sem que precise pedir licença para tanto; (3) de cometer a arrogância de considerar que a 3ª Via não precise de sua presença influente e dos seus votos para retirar votos de Lula e de Bolsonaro, seja como candidato a presidente ou, mesmo, disputando para o Senado! Em síntese, recusam-se a render-se ao óbvio, de que a presença de Moro é essencial para fortalecer a 3ª Via e para lhe trazer perspectiva de vitória!

Ora, combatemos ao lulopetismo e ao bolsonarismo porque não são boas alternativas para o Brasil. É, exatamente, porque esses fenômenos bloqueiam o desenvolvimento da nossa democracia, a razão pela qual devemos deixar essa bandeira, a do antilavajatismo, com eles e para o seu usufruto. Já fizeram muito mal ao Brasil!

Definitivamente, não pode existir espaço para o antilavajatismo e para o antimorismo na 3ª Via!

Alguns não gostam de serem tomados como “antilavajatistas”! Ora, não gostam de assumir, então, na plenitude, as consequências de suas posições, pois, afinal, querem combater o “lavajatismo” e não serem chamados de “antilavajatistas”! Assim é a vida, expressões substantivas dão origem a adjetivos: não são do gosto dos que são chamados de lavajatistas; e, da mesma forma, se chateiam os que, então, em retaliação, são chamados de antilavajatistas. Que assumam as suas opções! No outro dia, em um debate na GloboNews entre candidatos a presidente, foi admirável o pré-candidato Alessandro Vieira, do Cidadania, quando, ao vivo, declarou-se um lavajatista! Quem não gosta de posturas íntegras e claras?

Para além dos adjetivos, o combate à corrupção, e a luta para acabar com a impunidade dos poderosos no Brasil, têm um caráter democrático e histórico, e se confundem com a defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito. E foi armado com essas premissas, e no respeito estrito ao Princípio do Devido Processo Legal, que Lula foi condenado pela justiça em três instâncias.

Claro, esta questão incomoda a muitos, particularmente ao lulopetismo e ao bolsonarismo, que são os beneficiários do antilavajatismo. Mas os que permanecem nesta infantil resistência à incorporação do Moro como um candidato legítimo da 3ª Via, recusam-se, estes sim, a respeitar a política real; e, com isto, objetivamente, estão trabalhando, mesmo que ingenuamente, para impedir que a 3ª Via se transforme em alternativa real para vencer as eleições de 2022.

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