Ideário


“Queria, pois, dizer: a sociedade perfeita não existe (é utopia), mas precisamos do seu conceito para podermos sempre criticar as sociedades concretas. Quem não cultiva a utopia contenta-se com as misérias que tem, porque não atina com a possibilidade de superação permanente." (Pedro Demo, 2000)


A Ciência da Decisão


Devo confessá-lo, sou prisioneiro de um modelo mental que no século XX firmou-se com sólidas raízes: o de que é possível, além de ser desejável e necessário, um mundo melhor para todos; portanto, de que podemos e devemos tentar construí-lo com nossas decisões e ações. Friso o para todos, pois, julgo, em presença de tantas injustiças, é nisto que esse modelo permanece revolucionário em pleno século XXI.

Embora ninguém tenha o poder de realizar tudo o que queira ou de eliminar de sua vida conflitos e incertezas, existem vários futuros desejáveis e possíveis em cada contexto de decisão; portanto, existe um espaço de liberdade para se escolher o futuro que se julga melhor, e como alcançá-lo. E isto vale para nossas vidas particulares e para a sociedade.

Por isso, todo indivíduo, para decidir, busca combinar processos informados e racionais com o pensamento intuitivo; e, isto o fazem mesmo sabendo que, como tomadores de decisão, frequentemente falham tanto em sua racionalidade quanto em sua intuição.

O conjunto de posts que se seguirão é dedicado a todo(a)s que acreditam poderem ser construtores do futuro e que desejam colocar as suas decisões a serviço de sentimentos, valores e sonhos generosos. Apaixonei-me jovem por esse paradigma. Ele dá um sabor especial à vida e esperança à humanidade, ao libertá-la da crença em um destino já determinado. Se ele está correto, o futuro de cada um, e o de todos, depende largamente de cada um e de todos nós. Essa é a premissa fundamental da ciência da decisão, e o nosso ideário.

Carlos Alberto Torres













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