sábado, 21 de agosto de 2021

Um PGR contra o MPF e a democracia

Este é o Procurador Geral da República, o PGR.


No seu currículo, o feito de ter desmontado, no Ministerio Público Federal, o MPF, as forças-tarefa da Lava-Jato. Vamos falar a verdade: teve o apoio de todos os ministros antilavajatistas do STF, notadamente Gilmar Mendes, Lewandowiski e Toffoli. E, no Congresso, o apoio de um número significativo de senadores e deputados federais interessados em estancar a “sangria” que poderia transformá-los da condição de investigados em réus.

Mas é um bom “surfista”; sem querer ofender aos praticantes do esporte do qual somos, com orgulho, medalhistas olímpicos de ouro, ele sabe pegar as “ondas” que lhe favoreçam. Agora, o seu esporte é engavetar os processos que coloquem Bolsonaro, o seu clã e os seus adeptos em risco. Com isso, já ganhou a confiança do presidente e a indicação para ser reconduzido ao cargo por mais dois anos. Consta que não apenas terá a sua indicação aprovada pelo Senado, mas o será com um “stand ovation”!

Triste país, triste democracia. Mas não tem sido exatamente este PGR o responsável, com sua caneta, por liquidar com a autonomia e independência do MPF, uma das instituições democráticas mais importantes do Estado brasileiro, contra a resistência indignada da maioria de seus pares?

Sim, tristes dias, pois o capitão avança em seus intentos e ataques à democracia. Agora, com o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes do STF, tenta radicalizar as suas bases contra os poderes Judiciario e Legislativo.

Este é um momento de resistência! Se os senadores, antes de tudo, defendem a Constituição, com a qual se elegeram, que normatiza o Estado Democrático de Direito no qual queremos viver, a primeira coisa a fazer é adiar o exame da recondução desse procurador ao cargo de PGR, pois tornou-se agente do projeto totalitário de Bolsonaro.

Enquanto isso, nós, simples cidadãos, estamos nos preparando para ir às ruas, aos milhões, em resistência, para inunda-las com o verde e amarelo, que são as cores da nossa bandeira e da democracia!

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

A ditadura do capitão tresloucado

Imaginem, hipoteticamente, que, por um momento, delírios insanos acirrem os ânimos entre os poderes da república e levem a uma ruptura institucional, e que os tanques passem a ditar as ordens e as suas regras.


O que virá, a seguir, será o governo do Estado Maior.

Mas o Estado Maior trabalha com planejamento e método sistemático. Nada mais incompatível com isso do que um comandante tresloucado e incapacitado mentalmente. Não tardará a ser substituído (ou deposto), pois a sustentação do líder não será mais garantida por uma Constituição rasgada.

Ou seja, um conselho (que não me foi pedido) ao capitão, se quiser chegar a 2022 como presidente. Não provoque uma aventura das forças armadas, pois, se o fizer, será o próximo e um dos primeiros a cair, pois um processo de força, se deflagrado, não fica à meio do caminho! As regras passam a ser outras!


Naturalmente, com isso, moral da estória, é melhor às Forças Armadas não cederem aos desígnios do tenente-capitão-presidente tresloucado, que quer governar como ditador, arrastando-as para uma aventura que não querem, irresponsável e sem futuro; melhor para o capitão não abrir esta caixa de Pandora, que não conseguirá fechar, quando cessará toda a sua esperança insana.

domingo, 15 de agosto de 2021

Bandeiras democráticas sempre justas: o combate à corrupção; e acabar com a impunidade!

O capitão está desesperado por saber que provavelmente não será reeleito presidente. Para fugir do impeachment entregou-se ao centrão, e, junto, entregou a chave do cofre a golpistas e aproveitadores de toda a espécie no mais desavergonhado toma lá dá cá.


Voltou a roubalheira!

A propósito, imaginem se a PF e o MPF não tivessem sido tolhidos em sua autonomia e independência, como o foram por Bolsonaro.

Imaginem, ainda, que a força tarefa da operação Lava-Jato não tivesse sido liquidada e que o juiz Sergio Moro estivesse, ainda, em plena operação, na 1ª instância, lá na 13a Vara de Curitiba!

A roubalheira, que já voltou, e óbvio, não apenas no Ministério da Saúde, já teria derrubado esse presidente incapacitado profissional, moral e mentalmente para o cargo!

Tomem, o que é certo, este texto como uma homenagem aos jovens e competentes servidores públicos concursados, policiais federais, procuradores federais e juízes federais de 1ª instância, em particular ao juiz Sergio Moro, que simboliza essa geração.

E, mais importante, tomem-no para demonstrar, mais uma vez, o caráter democrático do combate à corrupção e para acabar com a impunidade!

O que os militares querem?

Os militares brasileiros estão, realmente, em uma encruzilhada!

De um lado, o presidente os chama para apoia-lo na implantação de um regime totalitário e para dar um golpe impossível, isolado da sociedade e sem apoio internacional.


O que o capitão quer? Já o disse pessoalmente, e por meio de seus defensores radicais de extrema-direita, que se articulam em milhares de células milicianas digitais ou armadas: quer uma DITADURA MILITAR, com o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mas teria o capitão o projeto de exercer o poder, pelo menos, como um déspota esclarecido, se isso fosse possível e aceitável, mesmo sem ser? Não, definitivamente!

Ele nega a ciência, e, com o seu negacionismo, fez uma aliança objetiva com o vírus, o que nos levou a ultrapassar os 570 mil mortos no dia 14/08/21. 

Desesperado, por sabê-lo, com a quase impossibilidade de sua reeleição, e com medo do processo de impeachment, fez uma aliança com o “Centrão”, que repudiara para ser eleito, e entregou-lhes a chave do cofre! E a roubalheira voltou sem freios como nos governos do PT.

Aliás, neste capítulo roubalheira, fez uma aliança com todos os rabos presos enrolados em processos de corrupção no Congresso, e com certos ministros do STF, para liquidar com a Lava-Jato. Para isso, interviu na PF e no MPF, comprometeu-lhes a sua independência e autonomia, e inibiu a ação dos órgãos de controle inclusive para defender os “mau-feitos” dos seu clã familiar. Tornou-se, com a caneta presidencial, no líder inconteste do antilavajatismo!

Não fosse a CPI, golpistas civis, militares e “evangélicos”, no Ministério da Saúde, teriam desviado bilhões de reais para a aquisição de vacinas fajutas superfaturadas. E, se os golpistas foram liberados na Saúde, embora sob a vigilância da imprensa e da sociedade, devido à pandemia, pode-se supor que o descontrole, neste momento, já espalhou-se por toda a máquina governamental!

Em seu desespero, agora o seu plano é anular o resultado das eleições de 2022. Por que o capitão quer o voto impresso? Exatamente porque, sendo menos confiável do que o eletrônico, lhe facilitará fazer as alegações de fraude e armar a confusão, que já decidiu fazer, diante da sua provável derrota!

Montou a pantomina ridícula, e humilhante para os militares, dos tanques na Praça dos Três Poderes, para pressionar os deputados exatamente no momento em que votavam a emenda constitucional (PEC) do “seu voto impresso”. Não enganou e não intimidou a ninguém, e perdeu!


Os militares, certamente, sabem com quem ficarão! Ficarão com a democracia e com o Estado Democrático de Direito.

Não seguirão o tenente tresloucado que, no passado, tiveram que expulsar da força. Mas o ajudaram a eleger-se, e lhe dão suporte para governar; sabem, entretanto, que o passado não volta, a não ser como mentira ou farsa; e sabem, também, se por nostalgia ou por oportunismo alguns apoiassem a aventura desejada pelo agora capitão-presidente, que este seria um caminho sem futuro.

Não é fácil o caminho da construção de um país mais próspero e justo. Mas não existe outro, a não ser o da democracia!

Bandeiras militantes pela democracia

As bandeiras abaixo, trazem o conceito de que as cores a serem levadas para as ruas pelos que defendem a democracia devem ser as de nossa bandeira!

Naturalmente, este conceito não elimina nem confronta com os que queiram levar outras cores para as ruas como expressão de sua diversidade política; mas no momento em que o verde e o amarelo inundarem as ruas o movimento “#ForaBolsonaro!” atingirá a máxima amplitude política e força para atingir o seu objetivo; quando isso acontecer a bandeira brasileira terá sido resgatada e passará a estar nas mãos certas, a dos democratas.

(Arte de Fernando de Castro Lopes)
















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Obs.: à excessão da primeira bandeira, de Fernando de Casto Lopes, um mestre da arte gráfica, as demais bandeiras são apresentadas na ordem cronológica em que eu as criei para fins muito objetivos; foram elaboradas usando-se o aplicativo GRAFIO 2 desenvolvido para o iPad.

terça-feira, 27 de julho de 2021

O verde e amarelo é o tom do projeto político da democracia

O que deve nos unir é sermos democratas; e mesmo o mais ingênuo esquerdista de hoje, o que vez por outra ainda tem recidivas da doença infantil do comunismo, sabe que a nossa luta é para resistir ao projeto totalitário de Bolsonaro. E isto exige unir todos os democratas, de esquerda, de centro e de direita.


Parte da esquerda, óbvio, continuará levando as suas bandeiras vermelhas. Eu pertenço a esta tradição, mas levarei o verde e amarelo. Muitos, rapidamente, compreenderão que esta é a posição correta, e espero que breve seja assumida pela maioria da esquerda.

O vermelho logo se reduzirá a manchas, quer por clareza dos democratas de esquerda, quer porque quem não é de esquerda preferirá o verde e amarelo. E este conjunto de democratas, a maioria dos brasileiros, precisará entrar em cena para responder ao apelo da necessidade histórica!

Claro, o PT quer que as manifestações continuem vermelhas, porque, por cálculo, sabe que manter a polarização é a melhor tática para levar Lula ao 2º turno. Mas isto é o mesmo que pretender projetar o futuro do país olhando pelo retrovisor da história; e repetir os mesmos erros.

O PT abandonou, com isso, a resistência democrática e joga irresponsavelmente na radicalização. Mas não é o que a maioria dos democratas pensa, inclusive os que, hoje, estão indo às manifestações artificialmente “vermelhas”.

O verde e amarelo, que é o tom do projeto político da democracia, em breve tomará as ruas; e, para tristeza dos que já estão na campanha do Lula, essas manifestações deixarão de ser palanque para a sua candidatura.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Os vendilhões do templo

Se há tantos vendilhões do templo usando o nome de Deus em vão, por que eu - ou você - não podemos dar o nosso palpite?

Vamos ser francos: Jesus já deve estar de saco cheio com esse falso messias picareta que se elegeu presidente do Brasil!

Qual a lógica utilizada pelos vendilhões do templo?
  • Transformaram Jesus em mercadoria. E se você quiser a graça de Jesus, tem que pagar o dízimo. Vão te dizer que isto já está na Bíblia, a palavra indiscutível de Deus. Pronto, milhões de cidadãos crédulos são convencidos pelas igrejas atuais, com narrativas convenientes, de que esta é a Lei de Deus; uma prova necessária e suficiente, o que você acha?
  • Jesus, enquanto mercadoria, é um produto acima de qualquer suspeita. Se você pretendeu uma graça de Jesus, rezou por isso, e não a conseguiu, óbvio, a culpa não foi de Jesus, que é infalível, mas apenas sua, que não teve fé suficiente!
Com essa lógica, fortunas, religiões, igrejas e templos imensos têm sido construídos!

Pois bem, o cidadão bem informado aprendeu a fugir e a proteger-se dos charlatões. Mas existe um contingente imenso de cidadãos com imensa carência espiritual e material que são por eles enganados.

Os políticos sem princípios vivem bajulando e aliando-se aos chamados pastores charlatões que usam sua influência para negociar votos.

Hoje, Bolsonaro faz isso, e é apoiado por dezenas de denominações religiosas neopentecostais.


Mas antes dele gerações de políticos têm se aproveitado da fé (ou da boa fé) para conquistar o poder! Quem esqueceu-se, p.ex., que a presidente Dilma, em 2014, compareceu à inauguração do “Templo de Salomão”, a convite de Edir Macedo, e pousou para todas as fotos desejadas por sua campanha para que recebesse os votos das ovelhas da Universal. Como poderia recusar? Lá estavam, também, o seu Vice, Temer, o governador de São Paulo, Alckimin, e Haddad; estes dois últimos seriam candidatos a presidente em 2018 pelo PSDB e pelo PT. As duas fotos abaixo, claras por si mesmas, foram tiradas na inauguração do Templo.



Bem, como eu não sou pastor, não abri templos, não cobro dízimo para salvar almas ou vender milagres, sinto-me com muito mais autoridade para prever que Jesus não está de forma alguma interessado na reeleição do Capitão picareta. Duvida? Com quem você fica? Com a minha intuição ou com a “fé” do Edir Macedo?

Assunto incômodo, não é? Mas precisa ser enfrentado! E você não precisa perder a sua fé para isso!